quinta-feira, 1 de julho de 2021

Queda em idosos

 A queda é um evento bastante comum e devastador em idosos. Embora não seja uma consequência inevitável do envelhecimento, pode sinalizar o início de fragilidade ou indicar doença aguda. Além dos problemas médicos, as quedas apresentam custo social, econômico e psicológico enormes, aumentando a dependência e a institucionalização. Estima-se que há uma queda para um em cada três indivíduos com mais de 65 anos e que um em vinte daqueles que sofreram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos ou mais, 40% cai a cada ano. Dos que moram em asilos e casas de repouso, a frequência de quedas é de 50%. A prevenção de quedas é tarefa difícil devido à variedade de fatores que as predispõem.

A distribuição das causas difere entre idosos institucionalizados e os não-institucionalizados. As quedas entre os moradores de asilos e casas de repouso são em decorrência de distúrbios de marcha, equilíbrio, vertigem e confusão mental, enquanto que pessoas não institucionalizadas tendem a cair por problemas ambientais, seguidos de fraqueza/distúrbios do equilíbrio e marcha, "síncope de pernas", tontura/vertigem, alteração postural/hipotensão ortostática, lesão do Sistema Nervoso Central, síncope e outras causas.

Os fatores de risco que mais se associam às quedas são: idade avançada (80 anos ou mais); sexo feminino; história prévia de quedas; imobilidade; baixa aptidão física; fraqueza muscular de membros inferiores; fraqueza do aperto de mão; equilíbrio diminuído; marcha lenta com passos curtos; dano cognitivo; doença de Parkinson; sedativos, hipnóticos, ansiolíticos e polifarmácia. Atividades e comportamentos de risco e ambientes inseguros aumentam a probabilidade de cair, pois levam as pessoas a escorregar, tropeçar, errar o passo, pisar em falso, trombar, criando, assim, desafios ao equilíbrio. Os riscos dependem da frequência de exposição ao ambiente inseguro e do estado funcional do idoso. Idosos que usam escada regularmente têm menor risco de cair que idosos que a usam esporadicamente. Por outro lado, quanto mais vulnerável e mais frágil o idoso, mais suscetível aos riscos ambientais, mesmo mínimos. O grau de risco, aqui, depende muito da capacidade funcional. Como exemplo, pequenas dobras de tapete ou fios no chão de um ambiente são um problema importante para idosos com andar arrastado. Manobras posturais e ambientais, facilmente realizadas e superadas por idosos saudáveis, associam-se fortemente a quedas naqueles portadores de alterações do equilíbrio e da marcha. Idosos fragilizados caem durante atividades rotineiras, aparentemente sem risco (deambulação, transferência), geralmente dentro de casa, num ambiente familiar e bem conhecido.Sabe-se que o risco de cair aumenta linearmente com o número de fatores de risco. Caso se consiga eliminar um fator de risco, a probabilidade de cair também se reduz. Isto é muito importante para os idosos que, em geral, possuem múltiplos fatores de risco para quedas, alguns não-modificáveis. Estratégias podem ser elaboradas, para modificar ou eliminar aqueles fatores passíveis de atuação conseguindo-se, com isso, diminuição significativa nas quedas. Ao mesmo tempo, pode-se adotar intervenções que atuem sobre múltiplos fatores, como revisão de medicações, recomendações de comportamentos seguros, programas de exercícios variados melhoria da segurança ambiental.

Cair, portanto, tem de ser reconhecido como um problema extremamente sério para os serviços de saúde, para a sociedade e, principalmente, para o bem-estar das pessoas que caem. Para que as estratégias preventivas de quedas em idosos tenham sucesso, é necessário identificar populações com risco aumentado, instituir intervenções padronizadas para múltiplos fatores de risco e moldar tais intervenções a cada indivíduo ou situação particular. As intervenções deverão ajudar os usuários idosos dos serviços de saúde e seus cuidadores a compreender a forma de reduzir a probabilidade de queda, como: (1) melhorando sua habilidade de enfrentar desafios ao equilíbrio; (2) melhorando a segurança de seu meio ambiente, e (3) melhorando a autoconfiança e a confiança de seus familiares, para que ele possa continuar ativo e independente em seu próprio meio, para realizar o que deseja.

Há evidências para sugerir que exercícios, tais como treinamento de equilíbrio (Tai Chi), são efetivos em reduzir o risco de quedas em idosos. Melhorar a aptidão física e impedir a inatividade e a imobilidade, também contribuem. Vigilância domiciliar periódica e sistemática para avaliar e, caso apropriado, modificar os riscos ambientais, pode ser efetiva em reduzir quedas. Identificar quaisquer consequências psicológicas de uma queda, como o medo de cair, que possam levar a uma autorrestrição de atividades e, secundariamente, a desuso, imobilidade, atrofia muscular e novas quedas. Modificar os comportamentos de risco, de forma a garantir movimentos e transferências seguros, sem restringir a possibilidade de uma vida ativa. Instituir estratégias, enfim, que previnam uma lesão séria, de maneira que, mesmo ocorrendo uma queda, esta não resulte em graves consequências.

    
Fonte: INTO
Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia 





                                                             

                                                                                                                               
                                                                                                                                 Dr.Eduardo Aranha
                                                                                                                                   Esp.Fisioterapia 




terça-feira, 22 de junho de 2021

Dor Crônica

A Dor Crônica é geralmente descrita como uma dor persistente por pelo menos três meses. Outros critérios apontam um mínimo de 6 meses de dor para considerá-la como crônica. Há também um critério mais flexível, que a descreve como uma dor que se estende para além do período esperado para a cura. É muito difícil precisarmos exatamente em que ponto uma dor aguda se transforma em crônica. Isto costuma variar muito em cada caso.


Costuma-se dividir a dor crônica em dois tipos, de forma mais geral: a dor nociceptiva, ligada a uma lesão no tecido, e a dor neuropática, que se relaciona a alguma lesão nos nervos. Em muitos casos, não há uma explicação clara sobre os motivos da dor ainda persistir. As pessoas costumam associar a dor como um sinal de que há alguma doença no corpo. Muitas vezes, ainda fazem a comparação da intensidade da dor com a gravidade da doença. Na dor crônica, esta relação não acontece dessa forma. Dores muito intensas podem nem estar relacionadas a nenhuma doença específica. Uma dor que se estende por mais de 3 ou 6 meses não costuma ter uma resolução simples. Por isso, na grande maioria dos casos, o tratamento mais preconizado é o interdisciplinar, envolvendo profissionais de diversas áreas da saúde, como medicina, enfermagem, fisioterapia, psicologia, entre outros.


Alguns recursos muito utilizados no tratamento de pessoas com dores crônicas costumam ser diversos tipos de medicamentos, como por exemplo anti-inflamatórios, antidepressivos, analgésicos ou anticonvulsivantes, dependendo de cada caso em particular, os procedimentos intervencionistas, como radiofrequência ou bloqueios anestésicos, exercícios físicos, psicoterapia, relaxamento, acupuntura, entre muitos outros. Querendo saber mais sobre tratamento , deixe seu comentário.

 

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Onde estamos

Pois é, estamos de cara nova (nem tão nova assim,kkkkk) , hoje os atendimentos de fisioterapia e acupuntura tem novos locais um em tambauzinho e outro em mangabeira, dessa forma seguimos em frente para melhor lhes atender, isso significa um grande avanço na melhora de  atendimento ao público.
Mas vamos ao que interessa, em breve estarei postando aqui dicas sobre sua coluna, joelhos , quadril, pés, ombros em fim, tudo voltado para a ortopedia e espero a colaboração de todos para cada vez mais fazer com que nossas observações ajudem muitas pessoas em preservar sua saúde.
Fiquem com Deus e em breve vamos iniciar as postagens .



















                                                                                                                                                                                                                               Dr Eduardo Aranha

Locais de Atendimentos 
Maria Caetano Fernandes de Lima, 228 - Sala 01 João Pessoa - PB, 58042-050 - tambauzinho
R. Lino Alves de Oliveira, 18 - Mangabeira III, João Pessoa - PB, 58056-630 - Clinica Médica Drª Maria Leni Medeiros 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Voltamos

 Bom dia, após vários meses fora do ar, retornamos as nossas atividades, com novos métodos de tratamento fisioterapeutico e de acupuntura  em um ambiente mais seguro  dentro das novas normas de segurança para o COVID.

Contamos com vocês nesse retorno, em breve muito mais novidades, guardem .




                                                                Dr. Eduardo Aranha
                                                           Fisioterapeuta Acupunturista  





quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Novo Endereço

Olá, tudo bem ? Voltamos agora com um novo ambiente de trabalho, mas nossos serviços continuam com a mesma qualidade e eficiência, agora em um local mais perto de você , facilitando ainda mais o acesso a serviços de excelente qualidade,há, detalhe, a parte de Estética e Depilação ficou a cargo da Esteticista Jordana Colares em local próximo ao Supermercado Extra e a Frigelar, para uma maior comodidade da clientela , em breve postaremos nossos trabalhos.



Nosso endereço agora
















sexta-feira, 4 de março de 2016

Envelhecimento da coluna pode pouco a pouco passar a restringir movimentos, como aquele necessário até para uma pequena caminhada


“Essa é uma informação muito importante, porque é bastante comum e pouca gente conhece”, alerta o neurocirurgião do Hospital das Clínicas de São Paulo, Vinicius Monteiro de Paula Guirado, sobre a estenose do canal medular ou estreitamento de medula que atinge idosos e pode causar perda de movimentos nas pernas e braços.
Aqueles acima de 60 anos começam a se queixar de um peso nas pernas ao caminhar. Antes, caminhavam até alguns quilômetros, agora só conseguem transpor 500 metros sem pausa para descansar os membros inferiores. Depois de um tempo, a queixa acontece em 300 metros.
Depois de mais um tempo, não conseguem caminhar 100 metros sem que antes tenham de fazer uma pausa “para recuperar as forças das pernas”. Ao tentar abotoar a camisa, surge uma dificuldade. O copo começa a escorregar das mãos com mais facilidade.
Em vez de aceitar esse sinal como um processo natural do envelhecimento, o idoso deve procurar um médico já que isso pode ser um sinal de estenose do canal medular, mais conhecido como compressão da medula espinhal, uma das maiores causas de indicação de cirurgia em pessoas da terceira idade – e de perda de movimentos. A medula está localizada na coluna.


Mais frequente na população idosa, esse estreitamento do canal medular acontece por causa do envelhecimento da coluna, principalmente em decorrência da artrose.
O canal, na juventude e idade adulta, é protegido pelas vértebras da coluna. Quando a coluna começa envelhecer, há um deslocamento das vértebras, comprimindo a medula e impedindo que sinais nervosos passem ali.
O resultado é uma lenta restrição de movimentos em que o idoso passa a notar que precisa de um esforço extra para as mesmas atividades, como andar ou mexer os braços.
O professor de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Jamil Natour, explica que há algumas pessoas que nascem com esse canal medular já estreito, mas não tem maiores problemas durante a vida. Quando, no entanto, esse estreitamento é adquirido – por causa da artrose ou outros problemas, pode acontecer problemas.

“Muitas vezes esse estreitamento tem a ver com postura, atividade que fez durante a vida ou trauma. Na verdade, a maior parte das pessoas que chegam à fase idosa tem artrose na coluna”, explica. “Algumas tem sintomas, mas muita gente tem artrose e não sente nada”.
Fraqueza nos membros inferiores é o primeiro sinal
O ortopedista do Hospital Bandeirantes, Maurício de Moraes, explica que esse estreitamento na medula pode acontecer na região lombar ou cervical. Quando acontece na lombar, a fraqueza acomete apenas os membros inferiores. Quando é na região cervical, a fraqueza também pode atingir os braços.
“É uma doença degenerativa que aparece mais em pessoas cima dos 60 anos. Cerca de 20 a 30% dessas pessoas precisarão de cirurgia, quando os casos são graves”, explica. Essa cirurgia pode ser a convencional ou a minimamente invasiva, dependendo do caso.
Para casos menos graves é possível fazer essa descompressão por meio de exercícios de fisioterapia.
Tratamento
“Normalmente administramos analgésicos para indivíduos que tem mais dor, usamos antiinflamatórios com cautela, pois são idosos, e também é possível fazer infiltrações de corticoide na coluna, mas o mais importante é a reabilitação”, diz Natour.
Segundo ele, normalmente a pessoa participa de um programa de reabilitação por meio de exercícios físicos. “Fisioterapia e eventualmente até atividade física que tenha a ver com correção postural e melhora muscular do tronco”, detalha.
Segundo o neurocirurgião Coordenador da Comissão de Títulos de Especialista e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), Jefferson Walter Daniel, atividades físicas, de acordo com a capacidade clínica de cada indivíduo, sempre são indicadas.

“A fisioterapia, a reeducação postural global, Pilates, entre outros, fortalecem a musculatura. A acupuntura ameniza os sintomas da dor quando as atividades físicas mencionadas não são possíveis”, recomenda.
Como prevenir
O neurocirurgião do Hospital das Clínicas de São Paulo explica que uma vida saudável, sem dúvida, ajuda na prevenção do estreitamento do canal medular.
“Isso implica em qualquer aspecto da vida.A dieta e o comportamento minimizam ou atrasam o envelhecimento do corpo e, consequentemente, da coluna. Isso é algo já bem conhecido”, diz ele.
“Quanto mais você cuidar do seu corpo, menos você terá problemas. Manter atividade física é absolutamente fundamental para ter uma boa saúde”, recomenda Guirado.


Fonte : Revista nova fisio

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Evitando problemas na Postura

Saiba como evitar problemas posturais no dia a dia
Desde dores e mudanças de humor até casos mais graves como limitações na respiração e artrite podem ser consequências de problemas posturais. Sentar de maneira incorreta ousimples posições no dia a dia podem gerar uma doença séria no futuro.
A boa notícia é que esses problemas podem ser evitados com algumas mudanças nos hábitos cotidianos. Prestar atenção na posição da coluna enquanto você trabalha ou carrega objetos, por exemplo, é uma das principais dicas.  
Ergonomia no trabalho é essencial para evitar problemas posturais. Foto: iStock, Getty Images
Principais problemas posturais
Sentar curvado e ficar muito tempo numa mesma posição são problemas comuns entre muitas pessoas e, na maioria das vezes, nem são percebidos. A má postura acaba prejudicando não só a saúde física, mas também o bem-estar emocional.
Os problemas posturais podem afetar todo o corpo, causando dores nas costas e pescoço, fadiga muscular, limitações na respiração, artrite nas juntas, problemas digestivos e mudanças de humor.
A má postura faz com que o corpo fique muito tempo desalinhado verticalmente e, com isso, alguns músculos ficam sobrecarregados para manter a posição correta, causando tensão e dor.
Manter o corpo encurvado por muito tempo também pode reduzir a capacidade pulmonar em até 30%, diminuindo o volume de oxigênio que chega aos tecidos do corpo. Além disso, a má posição comprime os órgãos abdominais e reduz os movimentos peristálticos, podendo prejudicar o funcionamento intestinal.
Como evitar complicações
Caminhar ereto e sentar corretamente são os hábitos mais importantes para minimizar o estresse na coluna e nos músculos e ligamentos de sua estrutura. Para isso, é preciso estar atento em todos os momentos do dia a dia.
Um estudo realizado na Universidade Estadual de San Francisco, nos Estados Unidos, dividiu 110 alunos em dois grupos de 55 cada. Para metade, foi pedido que andasse curvada o dia inteiro; para a outra metade, que mantivesse a postura correta. Resultado: quem cuidou da postura se sentiu muito mais disposto e com energia ao longo do dia.
Um dos fatores mais prejudicais e que causam problemas posturais é a forma como se usa o computador. Muitas pessoas o colocam no colo e ficam com as costas e pescoço curvados, causando grande estresse nessas regiões. Para evitar isso, sempre coloque o computador em uma superfície adequada e sente-se em uma cadeira que permita manter as costas retas e a cabeça alinhada com altura da tela.
Quanto mais tempo numa mesma posição, maiores são as chances de desenvolver problemas posturais. Por isso, é importante se alongar e mudar de posição a cada 45 minutos. No trabalho, por exemplo, procure levantar, caminhar ou fazer movimentos simples para alongar o pescoço e as costas.
Vale lembrar que não existe idade para desenvolver dores nas costas e outras complicações devido a má postura. Inclusive as crianças fazem parte do grupo de risco, por carregarem mochilas muito pesadas ou de maneira errada. Mochilas de rodinha podem ser uma boa alternativa para evitar o problema.
Mudar os hábitos e manter uma boa postura exige disciplina e esforço constante. E para reforçar os músculos e a postura, é importante praticar exercícios físicos regularmente.
Uma outra dica importante é procurar sempre a opinião de um profissional da área, um bom exemplo é o Fisioterapeuta , ele é um dos profissionais mais qualificados para poder avaliar e planejar um tratamento eficaz quando já estiver instalado problemas posturais , com técnicas como o RPG ( Reeducação Postural Global,) Pilates, Fisioterapia Ergonomica, etc, podem a partir de uma avaliação postural verificar quais são os desvios e o que está causando, traçando dessa forma um planejamento adequado para o tratamento.

Fonte : http://doutissima.com.br/



Colaboração


Dr. Eduardo Aranha
Fisioterapeuta Acupunturista
Esp. Fisioterapia do Trabalho com Ênfase em Ergonomia